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VISITA DE ESTUDO | |
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ALTO LINDOSO 2002 |
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[ Indíce ] |

1.
Introdução
ás barragens existentes em Portugal (Pag.3)
2.
Produção
da energia eléctrica nas barragens
(Pag.4)
3.
Historia
e produção no geral
(Pag.4 e 5)
4.
A
electricidade
(Pag.5 e 6)
5.
Breve introdução á barragem do lindoso (Pag.7)
6.
Localização
geográfica (Pag.7)
7.
Características
da barragem
(Pag.8)
8.
Aproveitamento (Pag.8)
9.
Parte
hidráulica (Pag.9)
10.
Parte
eléctrica (Pag.9)
11.
Imagens
da construção da barragem
(Pag.10)
12.
Imagem da construção do túnel (Pag.10)
13.
Conclusão (Pag.11)
Introdução
1- Barragem
As barragens constituem
importantes infra-estruturas de produção de energia eléctrica . Efectivamente,
para uma parte muito significativa dos países do mundo constituem a fonte
principal de energia eléctrica consumida – seja pelas condições geográficas
propicias, seja por opções de desenvolvimento politico-ecomico, seja ainda pela
falta de capacidade técnica para a implementação de outros tipos de produção
massiva de energia.
As grandes barragens Portuguesas são :
Guilhofrei, Ermal, Ponte da esperança e Senhora do porto, no Rio Ave; Alto Cavado,
Paradela, Venda Nova, Salamonde, Caniçada, Vilarinho das Furnas, no Rio Cavado, e pisoes no
seu afluente Rabagão; Miranda, Picote, Bemposta, Pocinho, Bagauste,
Carrapatelo, Crestuma-Lever, no Rio Douro, e Vilar no seu afluente Távora; Pego do Altar, Vale do Gaio
e Campilhas, no Rio Sado; Maranhão e Montargil, no Rio Sorraia; Belver e
Fratel, no Tejo; Pracana no Rio Ocreza; Castelo de bode; Cabril e Bouça, no Rio
Zêzere; Albor e Silves, no Algarve; Lagoa
comprida, Loriga, Alto ceira e Santa Luzia, na Serra da Estrela;
Aguieira, no Rio Mondego. Estão projectadas ainda outras barragens, de que
salientamos a de Alqueva, no Alentejo, no leito do Rio
Guadiana, de Alvarenga no Rio Paiva e de Foz Coa
no Rio Coa

Quando as comportas de uma barragem abrem, a energia potencial gravítica da água armazenada na albufeira é transformada em energia cinética. Na central, a energia cinética da água é transferida para as pás da turbina, movendo-as, e estas, por seu lado, accionam os imanes dos geradores eléctricos ( Fig.1 )
Dai vão para a subestação, e da subestação vem para
nossas casas.

Fig.1
3- Historia e produção(no geral)da Energia eléctrica
Os geradores foram inventados no século
XIX. Em 1831, o cientista inglês Michael Faraday descobriu que passando uma
espiral de arame através de um campo magnético provocava um
fluxo de electrões - uma corrente eléctrica na espiral de arame. Um gerador
eléctrico é basicamente uma espiral metálica que gira num campo magnético ou se
mantém estático enquanto o campo magnético gira em torno dela. Se bem que
pareça que toda a energia produzida está disponível, as primeira e segunda leis
da Termodinâmica dizem-nos que tal não acontece. Como o fluxo de corrente
criado na espiral metálica cria um campo magnético que é oposto ao primeiro,
provoca resistência ao movimento. Em consequência, alguma energia produzida é
convertida em calor e perde-se. Por cada 100 calorias de electricidade
produzida, mais de 100 calorias de energia primária pode ser gasta para
movimentar o gerador. A utilização deste tipo de energia primária é somente
justificada pelo facto de a energia eléctrica ter mais aplicações que a obtida
a partir, por exemplo, do carvão. Em geral, por cada 300 calorias de carvão
obtêm-se 100 calorias de energia eléctrica.
Na mais generalizada técnica para gerar electricidade, uma
fonte de energia primária é utilizada para produzir vapor de água, que produz
uma corrente de alta pressão que movimenta a turbina, um sofisticado
mecanismo acopulado ao gerador. A combinação da turbina e do gerador
denomina-se turbogerador. As fontes de energia primária mais utilizadas
actualmente para aquecer a água são o carvão, petróleo, energia nuclear, mas no
futuro poderão ser utilizadas a energia solar e a energia geotérmica.
Além das turbinas de corrente, são também utilizadas
turbinas a gás ou água. Num turbogerador a gás, a alta pressão dos gases
produzida pela combustão do (usualmente) gás natural
coloca directamente a turbina em movimento. Numa turbina hidroeléctrica é
utilizada água a grande pressão, na base de uma barragem ou de um açude ou de
uma queda de água canalizada para movimentar o hidroturbogerador. Turbinas que
utilizam a força do vento também existem.
A energia eléctrica é muitas vezes
assinalada como sendo a mais limpa e não poluente fonte de energia. Esta
afirmação é verdadeira sobre o ponto de vista da sua utilização. A
electricidade não cria poluição a não ser calorífica. O que se esconde é que a
poluição produzida é simplesmente transferida de um local para outro, pois as
fontes de energia primária - carvão, petróleo, energia nuclear, etc. - são
poluentes. Mesmo a energia hidroeléctrica implica a construção de barragens para a criação
de albufeiras, o que implica a deslocação de populações, campos de
cultivo e alteração da vida selvagem agredindo, por vezes, a migração de várias
espécies animais.
4- electricidade
A electricidade é um ramo
da física que estuda os fenómenos que resultam da existência de partículas com
carga eléctrica.
Está sujeita à lei da conservação da energia e é uma das formas
que esta pode adoptar originando vários fenómenos, tais como caloríficos,
mecânicos, luminosos, entre outros.
Dependendo do sinal das cargas eléctricas, estas
desencadeiam forças eléctricas de atracção e repulsão. Estas forças possuem uma
intensidade que é maior que a das forças gravíticas, sendo originadas mediante
distribuições adequadas das cargas, o que provoca o aparecimento de campos
eléctricos.
O nome electricidade
provém do vocábulo grego elektron que significa âmbar. Tal designação
deve-se ao facto de ter sido o filósofo e matemático da Grécia antiga Tales de Mileto, cerca
de 600 a. C., que verificou esfregando num pano um corpo de um material
designado âmbar que este passava a atrair penas e outros objectos muito leves.
Hoje, sabe-se que o âmbar adquire carga eléctrica quando friccionado num pano.
Só muito mais tarde, no século XVI, o médico e cientista William Gilbert descobriu que
para além do âmbar, também outras substâncias tinham a capacidade de atrair
corpos leves quando friccionadas e decidiu designar essa força de atracção por
electricidade.
Foi no século XVIII, com a descoberta do pára-raios por Benjamim Franklin que o estudo
pelos fenómenos eléctricos se começou a generalizar.
Em 1800, o físico italiano Alessandro Volta construiu o
primeiro gerador de corrente eléctrica contínua: a pilha de Volta.
A produção de
electricidade pode apresentar as formas mais diversas: fricção entre dois
corpos ou compressão de certos materiais, diferença de temperatura entre dois
metais unidos por uma soldadura, por reacções químicas (pilhas e acumuladores)
ou por indução electromagnética (dínamos e alternadores).
É nas centrais que se produz a energia eléctrica que chega
até nossas casas. Esta é transportada por linhas aéreas ou cabos subterrâneos.
Consoante o tipo de fonte de onde provém a energia, assim é
designada a central que lhe corresponde.
As duas centrais mais
utilizadas em Portugal para produção de electricidade são as centrais
hidroeléctricas e as centrais termoeléctricas.
Uma central hidroeléctrica aproveita a energia das quedas
de água (barragens). Assim, quando as comportas de uma barragem abrem, a
energia potencial gravítica da água armazenada na albufeira é transformada em
energia cinética. Na central, a energia cinética da água é transferida para as
pás das turbinas, movendo-as, e estas, por seu lado, accionam os ímanes dos
geradores eléctricos.
São os geradores que transformam a energia mecânica em
energia eléctrica que posteriormente é transferida para habitações, indústrias,
hospitais, entre outros locais.
Uma central termoeléctrica aproveita a
energia proveniente da queima dos combustíveis fósseis (carvão, petróleo) ou
gás natural. Quando se procede à queima destes combustíveis liberta-se uma
grande quantidade de calor que, ao ser transferido para a água, aquece-a e
transforma-a em vapor.
Vai ser este vapor o
responsável pelo movimento das turbinas que, por seu lado, accionam os ímanes
dos geradores eléctricos que vão produzir a electricidade que chega até nós.
5- Breve Introdução
A construção desta barragem ( alto do lindoso ) demorou
cerca de 10 anos a ser concluída.
O empreendimento do Lindoso
(Fig.2) entrou em funcionamento em 1992 e constitui um dos mais potentes
centros produtores hidroeléctricos instalados em Portugal
Esta barragem custou cerca de 150 milhões de contos,
e tem um grande nível de tecnologia.

A barragem do lindoso situa-se no distrito de Viana do Castelo,
concelho de Ponte da Barca, a escassas centenas de metros da
fronteira com Espanha (Fig.3).

Fig.3
Esta barragem tem as seguintes características:
·
Tem
cerca de 110 m de altura
·
A
sua queda útil máxima e de 280.8 m3
·
O
seu caudal máximo e de 125 m3 /s
·
O
tipo de turbina é a francis e produz 317 MW
·
O
seu alternador fornece de potência 350 MVA
·
Possui
uma bacia hidrográfica própria de 1525,0 Km
·
As
cotas na albufeira são: NPA (Nível Pleno de Armazenamento) de 388.00 metros e
NMC (Nível de Máxima Cota) de 339.00 metros
·
O
escoamento médio anual e de 1.329,2x103 m3 e a capacidade
do descarregador e de 2.770 m3 p/s
O aproveitamento (Fig.4) do Alto do Lindoso e constituído por: barragem de betão equipada com duas descargas de fundo; dois descarregadores de cheias, em túnel, com extensão de 238 e 268 metros, em planta, situados na margem direita do rio; central subterrania localizada, em planta, cerca de 70 m a sul do encontro esquerdo da barragem, com pavimento principal a 340 metros de profundidade.

Fig.4
O circuito hidráulico e constituído por: duas galerias e poços em cargas independentes, com os comprimentos de 455 e 502 metros; uma chaminé de equilíbrio, a jusante da central; uma restituição com cerca de 5070 metros de extensão; um edifício de comando e subestação de 18/400 KV, com seis transformadores monofásicos. A ligação com a central e efectuada através de um poço circular, com diâmetro de 6,80 metros e a altura de 350 metros
Ligações físicas eléctricas entre diferentes componentes que compõem vias de encaminhamento ( Fig.5 ).
subestação
Estação secundaria numa rede de distribuição de energia electrica, onde se faz a transformação da corrente e se fiscalizam as linhas ( Fig.6 )
.

Fig.5 Fig.6


A viagem correu bem, demoramos cerca de
duas, duas horas e meia a chegar ao destino.
Uma das coisas que achei interessante foi a paciência e atenção da pessoa que
nos mostrou a barragem.
Nome:
Ricardo Manuel Aguiar de Pina Bastos
100 F
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